Trabalho de Conclusão de Curso
Documento
Autoria
Unidade da USP
Data de Apresentação
Orientador
Banca
Varanda, Elenice Mouro (Presidente)
Motokane, Marcelo Tadeu
Domingues, Tomas Ferreira
Título em Português
Efeito do manejo de lianas sobre a chuva de sementes em um trecho de Floresta Estacional Semidecidual – Mata de Santa Tereza – no município de Ribeirão Preto, SP, Brasil
Palavras-chave em Português
Fragmentação florestal
Manejo ambiental
Sementes
Corte (plantas)
Plantas trepadeiras
Resumo em Português
Umas das consequências do rápido crescimento da população brasileira foi a destruição florestal da região da Mata Atlântica, cujo bioma mais devastado é a Floresta Estacional Semidecidual. Em Ribeirão Preto, a fragmentação da vegetação esteve relacionada ao cultivo de café e à plantação de cana-de-açúcar. Como consequência marcante da fragmentação, há a ocupação das margens dos remanescentes florestais por lianas, cuja abundância pode influenciar o aumento da mortalidade e a redução do crescimento e da fecundidade das espécies arbóreas. Assim, o seu controle tem sido recomendado como ferramenta de manejo conservacionista, capaz de favorecer a regeneração das espécies arbustivo-arbóreas. Os mecanismos que a floresta utiliza para a regeneração são a chuva de sementes, o banco de sementes do solo e o banco de plântulas. Características da chuva de sementes permitem avaliar o papel de populações arbóreas na regeneração pós-perturbações. Sendo assim, objetivou-se com o presente trabalho avaliar os efeitos do corte de lianas sobre a chuva de sementes na Mata de Santa Tereza, um fragmento de Floresta Estacional Semidecidual em Ribeirão Preto. Utilizou-se 14 parcelas de 20m x 20m, demarcadas em estudos anteriores, sendo que 7 destas parcelas estavam localizadas em áreas onde ocorreu o corte de lianas e as demais estavam localizadas em áreas controle, onde não ocorreu tal procedimento. Em cada parcela foram instalados 2 coletores cujo material foi recolhido mensalmente durante 1 ano e os propágulos foram triados, identificados e classificados de acordo com o hábito da planta, o tipo de dispersão e o grupo sucessional, além da comparação entre coletas da estação chuvosa e seca e do tratamento controle com do manejo. A estação seca propiciou a dispersão das espécies de lianas, arbóreas não pioneiras e anemocóricas. Já a estação chuvosa propiciou a dispersão das arbóreas pioneiras e zoocóricas. As lianas, mais abundantes no controle, prejudicam a dispersão de espécies arbóreas, em especial as não pioneiras, por meio do estresse mecânico, redução da incidência de luz e competição por água. As síndromes de dispersão não foram bem caracterizadas de acordo com o tratamento. As informações obtidas acerca da chuva de sementes permitiram avaliar a eficiência do manejo de lianas, o melhor período para a realização de um futuro manejo e o tempo em que o manejo influencia a dispersão dos propágulos de cipós e de espécies arbóreas
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Data de Publicação
2017-03-20
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